quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Cientistas da UFRN pesquisam sobre a ativação de células da memória


Pesquisadores do Brasil e da Suécia identificaram um grupo de células que controla a formação da memória. A descoberta pode ajudar no tratamento de doenças, como o mal de Alzheimer.
Os pesquisadores usaram camundongos modificados geneticamente em laboratórios. Um tipo específico de célula do cérebro dos animais se tornou sensível a luz, isso possibilitou que esses neurônios ficassem coloridos e facilitassem o estudo.
A luz foi emitida por fibra ótica direto no hipocampo, a região do cérebro onde ficam células da memória. Os pesquisadores acompanharam a atividade cerebral dos camundongos enquanto faziam os estímulos. A luz ativava o grupo de células da memória.

O estudo, que durou dois anos, foi assunto da última edição da revista Nature Neuroscience. Os pesquisadores descobriram também que as células responsáveis pela memória eram sensíveis à nicotina.
“A nicotina vai fazer o mesmo efeito que a gente conseguiu fazer com estimulação de luz, vai facilitar a lembrança”, explica Richardson Leão, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
O desafio agora para os pesquisadores é encontrar uma fórmula parecida com a da nicotina, mas sem os efeitos nocivos da substância. O estudo abrirá novas possibilidades para o tratamento de doenças, como o mal de Alzheimer, epilepsia e esquizofrenia.
“A gente acredita que isso venha a levar as pessoas a lembrarem melhor das coisas, de certa forma terem uma cognição, uma memória melhorada”, aponta Adriano Tort, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Com informações do G1 RN


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