sábado, 5 de novembro de 2011

Cresce a participação da classe C em intercâmbios

Há não muito tempo, a oportunidade de fazer intercâmbio cultural no exterior era apenas privilégio de poucos jovens, normalmente vindos de uma classe social mais elevada. A boa notícia é que o cenário atual é completamente outro. 
Complementar a formação com o aprendizado de um segundo idioma, aliado à vivência em outro país, passou a ser algo possível também para aqueles que sequer imaginavam ser esse um sonho passível de realização, como a classe C, por exemplo.

O acesso à universidade tornou-se, da metade da década de 90 para cá, muito mais real para pessoas que nem pensavam em graduar-se. Estudar fora do país passou a ser, então, uma consequência desse aumento no acesso ao diploma, já que, hoje em dia, ele não é mais garantia de espaço nas empresas.

“A maior oportunidade de fazer uma faculdade veio também acompanhada por um mercado de trabalho mais enxuto, aliado, ainda, a uma concorrência muito maior.

Portanto, estudar em outro país contribui para um diferencial nesse cenário tão competitivo”, afirma Patrick Guimarães, presidente da IE Intercâmbio no Exterior, empresa voltada para a realização de intercâmbios culturais desde 1998 e que conta com uma rede de franquias de 35 agências espalhadas pelo Brasil.


Somente no ano passado, a IE mandou para o exterior 5 mil brasileiros. A expectativa é crescer, em 2011, pelo menos 30%. A empresa revela ainda que 55% de seus clientes são classificados com renda familiar da classe C.

“Há dois anos, por exemplo, esse número era bem inferior, em torno de 28%”, diz Patrick. Os demais 45% são das classes A e B.

Os destinos mais procurados pelos clientes da IE são Canadá, EUA e Inglaterra – estes três países concentram 71% das decisões de viagem. Países como Irlanda, África do Sul, Argentina, Austrália, Nova Zelândia e Malta também registram boa procura.

A crescente participação da classe C em intercâmbios é um fato e tem a ver, sem dúvida, com uma visível dinâmica de expansão no poder aquisitivo da população. Mas esse não é o único fator a impulsionar a presença desses estudantes brasileiros no exterior.

"O intercâmbio continua sendo uma das formas mais rápidas de aprender um novo idioma. Além disso, hoje existem muitas facilidades que permitem a vivência em uma outra cultura, como a possibilidade de parcelamento dos valores, por exemplo”, destaca Patrick Guimarães.

“Dependendo do país, o aluno ainda pode trabalhar legalmente enquanto não está estudando, o que agrega ainda mais facilidade no aprendizado do novo idioma”, diz o presidente da IE.

“No primeiro semestre de 2011, 78% dos estudantes pagaram o intercâmbio parcelado com cartão de crédito ou cheque sem juros. A preferência é pelo intercâmbio realizado durantes as férias, ou seja, com duração de 4 semanas. Temos ainda outro fator positivo: o dólar em baixa”, completa.

Fonte: Portal Nominuto

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